Trabalha, Sandra, Trabalha!

Desde o ano passado venho pensando nas minhas prioridades. Além de todo o basicão que eu tenho que manter, como contas do mês, aluguel, uniforme, compras de supermercado, reparos em eletrodomésticos que resolveram dar pau um atrás do outro, antigamente as coisas não quebravam tanto, ou eu não tinha tanta coisa pra quebrar, eu ainda tenho minhas coisas, meus gastos, coisas que não são básicas, mas deveriam ser, nem tão pouco de primeira necessidade.

Meu curso de cervejas, por exemplo, consegui compra lo pela metade do preço no Groupon, pensei também em comprar um pacote de depilação a laser por lá, mas qualquer pacote só cobre uma região e por no máximo seis sessões, o que quer dizer que vou ficar com uma parte depilada e na metade do tratamento eu tenho que parar ou desembolsar o valor da entrada de um carro zero só para me ver livre de pelos por mais ou menos um ano, e mesmo depois a manutenção sendo mais barata, sei que não tenho de onde tirar esse dinheiro, a não ser que vá comprando tudo que é pacote, dividindo em dez vezes e consiga dar continuidade em outros lugares, mesmo assim a brincadeira não sai por menos de mil e quinhentos dinheiros, cerca de um terço do valor.

Por falar em mil e quinhentos dinheiros é exatamente esse o valor que tenho disponível no cartão de crédito para comprar um notebook novo, esse do qual escrevo desliga assim que esquenta um pouquinho, aos 30 segundos de qualquer vídeo, ou lá pela décima foto aberta na sequencia. Abrir meus tutoriais em vídeos, nem pensar, produzir e editar um vídeo também não.

 tatuagem de dragão

Pelo mesmo valor eu poderia fazer minha tatuagem, o tal dragão que quero tanto nas costas, mas continuo só namorando de longe. Preciso também de um celular, como pode alguém que quer ser social mídia  não ter um celular que cabe todas as redes sociais e mais alguns aplicativos descolados?

Se você pensa que acabou, a lista está só começando. Com esse valor eu poderia fazer uma viagem romântica para Buenos Aires, pagando só a minha, claro, a parte romântica até poderia ser conhecer um argentino e ficar por lá mesmo, como seu eu ficasse ou estivesse aberta a relacionamentos.

Esse valor também é  o preço médio dos cursos que quero e preciso fazer, sem eles me sinto só meio profissional.

Por hora não vamos falar da faculdade, apenas focar no ENEM, também melhor não pensar em carros , só torcer para que a SPtrans contrate a Judith da Porta dos Fundos e eu tenha alguém pra xingar por lá.

livros

Vou tentar também não comprar mais livros,  já que meu cartão da loja que me garante um bom desconto no smartphone está todo comprometido por compras literárias e eles não me liberam mais 500 dinheiros de limite pra eu comprar logo meu tão sonhado e desejado celular ,que faz tudo menos ligação.

Olhando assim, nem é muita coisa, se eu não morasse de aluguel, não precisasse de uma boa poupança, não fosse autônoma, se eu tivesse um fiador,  alguém pra me apoiar, ou só não me deixar cair de vez.

O jeito é trabalhar mesmo e parar de comprar esmaltes, descobri que o valor de dois esmaltes é maior que o lucro de mil dinheiros na poupança. E pior, descobri que o vidrinho tem apenas 8 ml,  logo um litro de esmalte, custa cerca de 400 dinheiros e com esse dinheiro dá quase para pintar uma casa. Só eu acho que tem coisa errada aí?

esmalte

Estou ficando paranoica de tanto fazer contas e procurar meios de cortar gastos ou de produzir mais.

Acho até que já falei demais, melhor voltar ao trabalho, já que dinheiro não dá em árvores e se desse não valeria nada. Para saber mais leia a arvore que dava dinheiro, só não compre o livro, pegue emprestado na biblioteca.

Trabalha, Sandra, Trabalha!

 

 

Um comentário Adicione o seu
  1. Vamos fazer assim, toda vez que eu comprar um esmalte pra mim, compro um pra vc. Não vai fazer mta diferença na minha conta e eu ainda te ajudo pelo menos a ficar bonita (e com a unha feita).
    Quanto às outras coisas, sacumé… A gente se mata, se enrola, se estressa mas sempre damos um jeitinho e tudo acaba rolando (pra melhor ou pra pior, rola pra algum lugar).
    Dizem que o trabalho edifica. (é isso o ditado?) Se não servir pra ficar rica, que sirva pra gente continuar tendo condições de rir da desgraça alheia (e da própria) e continuarmos nos encontrando pra comer e beber e ter uma vida bais ou benos que é o que tem pra hoje.
    Não tô reclamando, não!
    Beijos

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